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Fazenda Rio Grande inicia seu novo momento – Parte I (Edição 121 – Junho 2018)

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Vamos acompanhar esta leitura:

“Em 1879, Francisco Claudino Ferreira, junto à Paróquia de São José dos Pinhais, requereu uma área de terras, com a qual formou Fazenda Rio Grande, tornando-se, dessa forma, o primeiro proprietário de terras da localidade. Esta fazenda foi formada em cima de um antigo aldeamento indígena, e o nome original da localidade era Capocu.

A principal atividade de Fazenda Rio Grande era a criação de cavalos de raça, cujo maior cliente era o próprio Exército Brasileiro. No ano de 1913, por intermediação de João Bettega, Tobias Pereira da Cruz adquiriu de Fazenda Rio Grande uma área de 487 alqueires de terras, e José Custódio dos Santos outros 52,5 alqueires no núcleo do Rio Maurício.

A partir de então, a história de Fazenda Rio Grande confunde-se com o expansionismo industrial e populacional de Curitiba, com ação direta no parcelamento do solo urbano da área correspondente à atual sede municipal. Tal fracionamento decorreu dos fenômenos de ocupação urbana da capital. A procura cada vez maior de pessoas vindas do interior do estado e também de Santa Catarina, por áreas onde morar e pela perda sistêmica de renda, conjugou-se com os negócios imobiliários em toda a região metropolitana curitibana.

As áreas de Fazenda Rio Grande, ao sul de Curitiba, foram os últimos redutos da especulação imobiliária. O início do loteamento de Fazenda Rio Grande deu-se a partir de 1959. Daí para a frente, até os dias de hoje, não parou de acontecer.

Mais distante da sede municipal de Mandirituba e mais próxima da capital, a população de Fazenda Rio Grande foi organizando sua vida em função da grande cidade, onde havia mais empregos e os demais serviços urbanos. A prefeitura de Mandirituba foi pressionada a oferecer os serviços básicos de transporte coletivo, educação, saúde e creches.

O decreto episcopal do arcebispo curitibano Dom Pedro Fedalto, criou a Paróquia São Gabriel da Virgem Dolorosa, em 27 de fevereiro de 1978. Abrangia toda a área de Fazenda Rio Grande, e ainda a região do Ganchinho (Mandirituba). A paróquia foi instalada em 5 de março do mesmo ano, sendo o primeiro pároco o padre Gabriel Figura.

Pela Lei Estadual n° 7.521, de 16 de novembro de 1981, sancionada pelo governador Ney Braga, foi criado o distrito administrativo de Fazenda Rio Grande, com território pertencente ao município de Mandirituba. Em 1986 foram iniciadas as obras de construção e pavimentação das avenidas marginais a BR-116, pelo Departamento de Estradas e Rodagem (DER). No mesmo ano foi iniciado o Terminal Rodoviário, com características de centro comercial, entrando em operação no ano seguinte.

Em 26 de janeiro de 1990, através da Lei Estadual n° 9.213, sancionada pelo governador Álvaro Fernandes Dias, o distrito de Fazenda Rio Grande foi elevado à categoria de município emancipado, com território desmembrado do município de Mandirituba. A instalação oficial ocorreu no dia 1° de janeiro de 1993”. *

Trouxe ao seu conhecimento, leitor, este texto que nos mostra o início de Fazenda Rio Grande, até a sua emancipação, a 28 bons anos atrás. Mas por que eu trouxe isto? Pelo fato de que estamos entrando em um novo momento que sempre acreditei, quando um dia iniciaríamos uma nova plataforma de pensar e estabelecer diretrizes futuras, com ações de curto, médio e longo prazos para a nossa Fazenda Rio Grande, e onde a nossa comunidade, através da sociedade civil organizada, pudesse participar e contribuir com as suas propostas e a sua visão.

Assim, comemoro um grande marco que testemunhamos no último dia 07 de maio de 2018: a assinatura do contrato firmado com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Paraná (Sebrae/ PR), para a implantação do Programa de Desenvolvimento Econômico Local (Prodec), que estruturará um conselho ou uma agência de desenvolvimento local em Fazenda Rio Grande.

Nesta ocasião, representantes da ACINFAZ, da Prefeitura Municipal e da Câmara de Vereadores celebraram o ato que inicia um novo momento para a nossa Fazenda Rio Grande, pois, com a instalação do Prodec, iniciamos oficialmente a proposta que estávamos nutrindo, que é o planejamento de diretrizes, o qual denominamos de Fazenda Rio Grande 2050. Porém, agora será avaliado pela sociedade civil qual é o ano que pretendemos visualizar para a construção desta visão.

Finalizo esta mensagem, que continua na próxima edição, e peço a sua especial leitura na página 38, que trata com maiores detalhes deste momento que, com muita felicidade, porém com um grau ainda maior de responsabilidade, começamos a desenhar.

Este é um novo tempo!

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Gastão Fabiano Gonchorovski
presidente da ACINFAZ

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