Entrevista: Vitor Roberto Tioqueta (Edição 108 – maio/2017)

 Entrevista: Vitor Roberto Tioqueta (Edição 108 – maio/2017)
Vitor Roberto Tioqueta

Vitor Roberto Tioqueta é diretor-superintendente do Sebrae/PR, onde atua há 29 anos. Antes de assumir a Superintendência da entidade, foi diretor de Administração e Finanças. Para ele, o fortalecimento das micro e pequenas empresas será de essencial importância para que o Fazenda Rio Grande 2050 se torne um projeto bem-sucedido. Tioqueta comenta que é ideal que nos próximos anos os fazendenses assumam uma postura associativista, para que os objetivos comuns sejam alcançados. O diretor-superintendente também acredita que o Plano de Desenvolvimento Local auxiliará na criação de uma identidade para o município, gerando nos cidadãos o sentimento de pertença e identificação. Vale lembrar que o Fazenda Rio Grande 2050 contará com o suporte do Sebrae/PR em sua concretização. Leia a entrevista:

O Plano de Desenvolvimento Local de Fazenda Rio Grande está prestes a ser desenvolvido, com a proposta de pensar e planejar o município pelo prazo de, pelo menos, 30 anos. Sabe-se que envolver a sociedade civil organizada e gerar o entendimento coletivo a respeito do Fazenda Rio Grande 2050 não será uma tarefa simples e rápida, é preciso tempo e dedicação para que esse objetivo seja alcançado. Como o senhor, enquanto diretor-superintendente do Sebrae, avalia esse processo?

O primeiro ponto a ser considerado é a atitude das lideranças municipais em iniciar um processo de desenvolvimento econômico integrado. Pensar a longo prazo é sinônimo de sustentabilidade e diferencial competitivo que fará com que todos os setores da economia local pensem e atuem de maneira sistêmica. Fortalecer e priorizar as micro e pequenas empresas é estratégia fundamental para sucesso de um programa desta natureza. São os pequenos negócios que geram emprego e renda e dão sustentabilidade para o desenvolvimento econômico local.

Fazenda Rio Grande 2050 surge com a proposta de revolucionar o município em vários âmbitos. Se tudo correr conforme o planejado, que tipo de postura o senhor acha que os cidadãos e os líderes fazendenses terão daqui a, aproximadamente, uma década?

A postura ideal é a associativista, pois através dela sempre o objetivo comum será atendido. Se faz necessário também profunda integração entre lideranças públicas e privadas. Além disso, desenvolver um programa constante de formação de líderes para perenidade do programa deve estar na estratégia.

Hoje, muitos líderes fazendenses são unânimes ao afirmar que falta à população local o sentimento de pertença, ou seja, as pessoas não identificam a cidade como sua terra, mesmo sendo o lugar onde moram. Em sua opinião, o Fazenda Rio Grande 2050 terá o poder de auxiliar na criação de uma identidade para o município?

Com certeza. O envolvimento é a melhor ferramenta para o pertencimento. Construir juntos fará com que todos passem, além de participar a reconhecer e principalmente a se identificar com projeto Fazenda Rio Grande 2050.

ACINFAZ

Leave a Reply

O seu endereço de e-mail não será publicado.