Entrevista: Julinho Theodoro (Edição 107 – abril/2017)

 Entrevista: Julinho Theodoro (Edição 107 – abril/2017)
Julinho Theodoro (Foto: Nelson Andrade)

O presidente da Câmara Municipal de Fazenda Rio Grande, Julinho Theodoro, é morador do município há 26 anos. Desde sua adolescência, acompanhou as transformações pelas quais a cidade passou ao longo dos anos, conhecendo os anseios da população local e observando o crescimento. Ele opina sobre o que ainda pode ser feito, através da ideia do Fazenda Rio Grande 2050, para que a cidade se torne “a Fazenda Rio Grande que todo mundo sonha”. Leia a entrevista:

Enquanto presidente da Câmara Municipal, como o senhor avalia a ideia do Fazenda Rio Grande 2050?

Vejo como uma ideia inovadora e transformadora do momento que a gente vive. Fazenda Rio Grande precisa ter o planejamento que não foi feito lá no início da história, quando todos esperavam que seríamos apenas uma cidade-dormitório ou um bairro de Curitiba. Nós vemos que, nos últimos anos, o município vem passando por uma transformação no desenvolvimento, na industrialização, no apoio ao comércio local, tanto é que, hoje, a ACINFAZ é uma entidade já fortalecida por isso. É importante que exista o projeto Fazenda Rio Grande 2050 e que ele seja acompanhado, de modo que não “saia dos trilhos”. O mais interessante é a sociedade civil organizada estar junto nessa ideia, assim como o poder legislativo e o poder executivo, para que não se torne um projeto político do grupo a, b ou c, para não atrapalhar o seu andamento.

Qual é a sua visão sobre termos a sociedade civil organizada construindo um projeto, participando e fiscalizando as ações de desenvolvimento?

É muito importante ter a sociedade civil organizada fortalecida, desde que ela respeite os seus limites e as autoridades constituídas, tanto do poder legislativo como do executivo. É essa sociedade quem acaba recebendo os resultados das políticas públicas, urbanas, sociais e das que tratam do desenvolvimento de nossa cidade, mas estando fortalecida e tendo uma grande harmonia e conversa, pois as coisas devem ser discutidas, chega-se a um denominador comum. Algo que sempre ressalto na câmara: tudo tem que ser a bem da coletividade. Sabemos que nunca atingiremos 100%, mas se chegarmos a atender aos anseios da maioria, com muita responsabilidade e seriedade no uso do dinheiro público, com certeza a sociedade civil é quem ganhará com isso.

Fazenda Rio Grande é um município jovem. O que o senhor acha que a cidade pode se tornar daqui a três décadas se os cidadão estiverem, desde já, envolvidos em uma ideia sustentável, voltada para o desenvolvimento local?

Tenho muito orgulho de ter chegado a Fazenda Rio Grande há 26 anos, quando eu tinha apenas 12. Como eu falei, a ideia que se tinha da cidade era outra. A tecnologia chegou, a internet, e a própria telefonia, que naquela época ainda era muito cara, hoje é acessível a todas as pessoas. O acesso às informações e as leis que surgiram (Responsabilidade Fiscal e Lei da Transparência, entre outras), tudo isso nos ajudou a evoluir muito. Para o futuro, eu espero modernidade na questão de transporte, de comunicação e de atendimento. Acredito que teremos uma cidade com planos de mobilidade e de acessibilidade. O município terá mais cuidado na questão do meio ambiente, plantio de árvores, preservação de parques, renovação no lazer da família fazendense. Hoje, Fazenda tem prioridades, deve atender as demandas atuais, então tem que ser feita, primeiramente, a infraestrutura, mas acredito que até 2025, talvez até em 2020, nós teremos todas as ruas pavimentadas na cidade. Assim, se diminui o trabalho de obras para podermos pensar ainda mais em outras áreas. Creio que, com o tempo, chegaremos a atender o que é preciso na questão de creches, escolas e, aí sim, fazer a Fazenda Rio Grande que todo mundo sonha: uma cidade com emprego para sua gente, teremos industrialização e um comércio ainda mais fortalecido, as pessoas vão morar e trabalhar aqui. É claro que as próximas gerações, os próximos vereadores e prefeitos que vierem a tocar a cidade, deverão ter a preocupação de acompanhar esse projeto, o Fazenda Rio Grande 2050, periodicamente, fazendo uma avaliação em conjunto com a sociedade civil organizada para ver em que ponto precisaremos avançar ou recuar.

ACINFAZ

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